Não era simples se a morte
Afinal fosse mais que o fim
De um rasgo princípio
Que julga mesmo assim
O tempo que deixou viver
Pendem agora as protuberâncias
Será que amanhã voarão?
Livre do peso das lembranças
De quando foram crianças
Enfermos no casulo
Hoje de seda
Amanhã madeira
Irrompem asas esforçadas
As patas cravam no defunto
Esquecido algures no fundo
Brotam as lágrimas do farol
Que à frente fizeram mar
Ainda antes de poder voar
Apetecível borboleta
Que nasceste na morgue
Esquecida da vida
-Aprende a voar
Amanhã pousarás
Na efémera cruz de pau
Que hoje te marcou a morte
É verdade que entre a vida e a morte existe um espaço quase virgem. Nesse pedaço de nada, apenas cabe uma folha de papel de arroz...se não estiver escrita.
5 comentários:
Primeiro que tudo parabéns pelo blog
Agora um título
Metamorfose da morte
Continua a escrever
Golden Girls
Bom, vou "arriscar" mais uma vez,
Despertar da morte
Fico á espera do próximo desafio.
Foi sobre a discussão entre "Metamorfose" e "Despertar" que me debrucei para poder escolher um título para este poema.
No fim, achei que despertar é mais vinculativo, diário e presente, sendo uma metamorfose apenas uma transicção.
Obrigado a todas as propostas. Espero que continuem.
Título escolhido:
"Despertar da Morte"
Até agora forma lançados apenas dois desafios pelo que os títulos aceites até agora foram:
Dália Negra - "Antes de morrer, todos suspiram";
Lighfoot - "Despertar da Morte".
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