Não sei se consigo
Morrer logo depois da morte
E se ela não morrer
Então matar-me-ei!
Antes do primeiro anoitecer
Não sei se consigo
Esperar a morte de quem mata
Esperar o amor de quem nasce
Mesmo que esperar fosse contigo
Na cara os primeiros socalcos
Árida a terra que os acolhe
São sulcos que fazem vida
No fim a morte que os recolhe
Continuo sem saber se consigo
Acolher nos braços a mágoa
Da sombra ingénua da pia
Nos primeiros pingos da água
Não, não, não consigo
Esperar a inquietude do alto
Das lágrimas que não me lembro
Um bocejo nas veias do planalto
-Consegui!
Apertado pelas paredes da vala
Orgulho próprio de um arlequim
A primeira gargalhada do fim
Do dia
Da noite
…da vida
29/05/06
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
É verdade que entre a vida e a morte existe um espaço quase virgem. Nesse pedaço de nada, apenas cabe uma folha de papel de arroz...se não estiver escrita.
0 comentários:
Enviar um comentário