Avisam os pobres
a indiferença das elites
sobre o último saco de pão
a alguém que sempre foi não
Aproveitem os domingos solarengos
alimentem os pobres…
dos animais, e também os demais
às migalhas dos restos dos anormais
Uma gaita-de-beiços
desafinada como a esperança
de mais uma moeda que cai
da vergonha que sempre sai
…no próximo apeadeiro
Vivem do corpo que se quer magro
da mente que se quer vazia
é mais fácil suportar o frio
da manhã que não será dia
Confuso
baralhei ricos e pobres
afinal quem é quem?
a solidão de não ser ninguém
Alimentem hoje os pobres
e das migalhas
façam-nos ricos…
05/12/05
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É verdade que entre a vida e a morte existe um espaço quase virgem. Nesse pedaço de nada, apenas cabe uma folha de papel de arroz...se não estiver escrita.
1 comentários:
FINALMENTE!!
Pensei que tinhas ficado pelo caminho. Mas valeu a pena esperar muito bom mesmo.
Keep it up.
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