13/07/05

Nos escombros do silêncio

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Os inóspitos sons de uma cidade
como que distraem a inocência
numa leve brisa de consciência
que existe uma vil leviandade

Despojos de corpos pingam a incerteza
calcorreiam um caminho à deriva
de um socorro já sem saliva
numa boca que engoliu tristeza

No cimo de todas as horas
movem-se os ponteiros da vingança
um silêncio que parece que dança
nas lágrimas que já não choras

Ontem o medo…
de hoje não ser igual
amanhã será tal e qual
o que nunca foi segredo

Na sombra dos olhos o desgosto
de não ter sido turbante
naqueles profetas sem rosto



O silêncio nunca revela o estado em que vai a alma.
Os nossos inimigos ficarão sempre na dúvida sobre o sucesso dos seus ataques.
Em Londres apenas se ouvem as badaladas do Big Ben. O resto é apenas o silêncio de quem não sucumbiu.

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