
Os inóspitos sons de uma cidade
como que distraem a inocência
numa leve brisa de consciência
que existe uma vil leviandade
Despojos de corpos pingam a incerteza
calcorreiam um caminho à deriva
de um socorro já sem saliva
numa boca que engoliu tristeza
No cimo de todas as horas
movem-se os ponteiros da vingança
um silêncio que parece que dança
nas lágrimas que já não choras
Ontem o medo…
de hoje não ser igual
amanhã será tal e qual
o que nunca foi segredo
Na sombra dos olhos o desgosto
de não ter sido turbante
naqueles profetas sem rosto
O silêncio nunca revela o estado em que vai a alma.
Os nossos inimigos ficarão sempre na dúvida sobre o sucesso dos seus ataques.
Em Londres apenas se ouvem as badaladas do Big Ben. O resto é apenas o silêncio de quem não sucumbiu.
É verdade que entre a vida e a morte existe um espaço quase virgem. Nesse pedaço de nada, apenas cabe uma folha de papel de arroz...se não estiver escrita.
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