Adormeço de barriga para cima
como que a enfrentar o infinito
sinto-me tonto com a importância
de ser o único a dormir assim
Agora adormeço
de barriga para baixo
e desprezo a eternidade;
comigo
saboreio os sentimentos de solidão
eles rodopiam num sono
que nunca é profundo
De lado
já não consigo adormecer
Quando a noite se deita
vivo momentos inesquecíveis
tal como de dia
...nunca me decido...
27/06/05
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É verdade que entre a vida e a morte existe um espaço quase virgem. Nesse pedaço de nada, apenas cabe uma folha de papel de arroz...se não estiver escrita.
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