06/06/05

A morte vestiu de gala

A gala e a morte
vestem a mesma cor
nos olhos dos outros
reflecte-se o gosto de quem perde
o que nunca teve
uma sorte
na roleta da presunção
no ar, palpita um odor
de uma vida perdida
com a classe
de um vestido preto
- Assim estás sensual!
dama de companhia
na mais tenra hipocrisia
ao baile a que todos vão

1 comentários:

Anónimo disse...

A que baile de gala preside esta tão sensual morte, e quem é este poeta que ainda não morreu (?) e inventa tal prazer?...